segunda-feira, 18 de fevereiro de 2019

POST 9 – REGRESSO Á MÚSICA

POST 9 – REGRESSO Á MÚSICA
     Pois bem, aos 18 anos, despedi-me do rádio, da televisão, do jornal, e abracei a burocracia. Dediquei-me de corpo e alma e fui um burocrata premiado, tive uma carreira de sucesso, tanto na ECT como no TCU. Faturei vários prêmios nacionais e internacionais de monografias, nas áreas em que atuei. Galguei postos relevantes, em decorrência disso. Dediquei-me de corpo e alma. Quarenta anos se foram entre carimbos, relatórios, processos, projetos, apresentações, treinamentos, etc.
     É claro que a paixão pela arte não foi embora. Diminuí o ritmo, mas prossegui fazendo literatura e canções. Há dois anos atrás me aposentei e  fiz a pergunta que todos fazem: “E agora?”. Precisava me “ressocializar”, e a ficha musical foi a primeira que caiu. Comecei a preparar meu regresso à música. Fiz um MBA de Propriedade Intelectual, e estudei muito sobre produção musical e o mercado artístico.
     Tracei meu plano de negócios e parti para a gravação de 50 músicas demo. Nesse processo, planejava encontrar distante o primeiro talento a ser convidado para uma gravação musical. Tico Mendes, tecladista da minha confiança, foi escolhido para fazer as 50 demos. Mas, fui percebendo que quando ele cantava forró, sua expressão mudava, a voz se encaixava melhor, seu timbre era vibrante. Seu biotipo era de um nordestino legítimo, em aparência e pronúncia.
     Foi assim que surgiu o primeiro projeto, o disco do Tico Mendes, minha estreia como produtor musical. São dez faixas de forró safadinho, sendo quatro de minha autoria, duas delas em parceria com Tirol (Pseudônimo de um renomado artista nacional), quatro músicas de um compositor natalense chamado Dussete, um agitador cultural dos bons; uma música do próprio Tico Mendes, e uma música do cantor e compositor potiguar Luiz Fábio, radicado no eixo Rio-São Paulo há trinta anos. 
     A música que puxa o disco tem tudo a ver com os oito posts anteriores: “Segura a Pamonha”
P.S: Não olvide de deixar seu laique, seu comentário, sua proposta para transformar em novela essa história, etc. Isso é o gás hélio que movimenta nosso balão.

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