domingo, 10 de fevereiro de 2019

POST 7 – o lado compositor


COMO ME TORNEI O QUE SOU - POST 7 – o lado compositor
     Como falei no post anterior, Carlos Alberto de Sousa foi um gênio e morreu no auge de sua criatividade, após lutar dois anos contra um mieloma. Durante os anos de convívio, na rádio, na televisão, no jornal, em sua casa, em todos os seus ambientes, ele estava sempre cercado de estrelas musicais, locais e nacionais, em vários gêneros, do romântico ao brega, do pop ao forró. Fui contagiado por esse convívio. Isso estimulou  meu lado compositor, já manifesto desde os oito anos de idade
     Em sua atuação como Produtor Musical, Carlos Alberto sempre incluía minhas músicas nos discos dos mais diferentes cantores. Assim, compus mais de 200 músicas e tive 21 gravadas ao longo da vida, a maioria no gênero romântica pois vinha daí a maior demanda. Eram dessas que minha mãe mais gostava. A sua preferida era “Diário de um Poeta”, ainda inédita.  
     Mas confesso que minha grande paixão sempre foram os forrós, tanto o forró de raiz, o pé de serra, como também, os forrós safadinhos, aqueles de duplo sentido, talvez por influência paterna. Por sinal, a música que me rendeu o maior volume de direitos autorias, que fez muito sucesso, do Rio Grande do Sul ao Acre, a partir do ano de 1979, e que toca até hoje, foi um forró chamado Dor de Dente. 
     Foi gravado pelo sanfoneiro potiguar chamado Zé Paraíba, tendo havido mais de dez regravações não autorizadas em todo o Brasil, num tempo em que não havia internet e nós éramos leigos em conhecimento de direitos autorais.
     Na próxima vou contar como surgiu essa história do forró safadinho..

P.S: Não esqueça de deixar seu laique, seu comentário, sua proposta para transformar em música essa história, etc. Isso é nossa gasolina aditivada.

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