COMO ME TORNEI O QUE SOU - POST 7 – o
lado compositor
Como falei
no post anterior, Carlos Alberto de
Sousa foi um gênio e morreu no auge de
sua criatividade, após lutar dois anos contra um mieloma. Durante os anos
de convívio, na rádio, na televisão, no jornal, em sua casa, em todos os seus ambientes, ele estava
sempre cercado de estrelas musicais, locais e nacionais, em vários gêneros,
do romântico ao brega, do pop ao forró. Fui
contagiado por esse convívio. Isso
estimulou meu lado compositor, já
manifesto desde os oito anos de idade
Em sua
atuação como Produtor Musical, Carlos Alberto sempre incluía minhas músicas nos
discos dos mais diferentes cantores. Assim, compus mais de 200 músicas e tive 21 gravadas ao longo da vida, a
maioria no gênero romântica pois vinha daí a maior demanda. Eram dessas que
minha mãe mais gostava. A sua preferida era “Diário de um Poeta”, ainda inédita.
Mas confesso
que minha grande paixão sempre foram os
forrós, tanto o forró de raiz, o pé de serra, como também, os forrós safadinhos, aqueles de duplo sentido, talvez por influência paterna. Por sinal, a música que me rendeu o maior volume de
direitos autorias, que fez muito sucesso, do Rio Grande do Sul ao Acre, a
partir do ano de 1979, e que toca até hoje, foi um forró chamado Dor de Dente.
Foi gravado pelo sanfoneiro potiguar
chamado Zé Paraíba, tendo havido mais de dez regravações não autorizadas em
todo o Brasil, num tempo em que não havia internet e nós éramos leigos em
conhecimento de direitos autorais.
Na próxima vou contar como surgiu essa história do
forró safadinho...
P.S: Não
esqueça de deixar seu laique, seu comentário, sua proposta para transformar em
música essa história, etc. Isso é nossa gasolina aditivada.

Nenhum comentário:
Postar um comentário