POST 10 – O embrião da pamonha.
Vamos à
prestação de contas! Eu não poderia ser
outra pessoa. Como visto:
1 - Minha família ancestral conservou uma
tradição telúrica, todos amantes das coisas do campo, entre elas as comidas
de milho;
2 - Meu pai sempre foi um sujeito muito bem
humorado, que conservou o mesmo estado de ânimo nos extremos de abundância
e privação que experimentou;
3 – Minha mãe era exímia gastrônoma e humilhava outras cozinheiras quando o
assunto era comida de milho: cuscuz na nata, manguzá no leite de coco,
canjica cozida no cravo e canela, e principalmente sua inigualável pamonha com superfície
cremosa, regada na manteiga.
4 - Um dia, em visita aos meus genitores,
na Lagoa do Sobrado, proximidades da ancestral Pedra Branca, estávamos lanchando à mesa. Ao me ver alcançar na bandeja,
uma cremosa pamonha, turbinada com manteiga
de garrafa, meu pai me alertou: “Bote o seu prato mais perto; não deixe pingar o caldo da pamonha na
toalha”. Dei um sorriso maroto e fiz o que pedia. A frase ficou me martelando o juízo. Era lógica e engraçada. Mal
sabia que ela teria um desfecho, anos
mais tarde.
P.S: Pelas caridade, não esqueça de deixar seu
laique, seu comentário, sua proposta para transformar em stand up essa história,
etc. Isso é a lenha que movimenta nossa locomotiva a vapor.

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