sábado, 23 de fevereiro de 2019


POST 10 – O embrião da pamonha.

Vamos à prestação de contas! Eu não poderia ser outra pessoa. Como visto:
1 - Minha família ancestral conservou uma tradição telúrica, todos amantes das coisas do campo, entre elas as comidas de milho;
2 - Meu pai sempre foi um sujeito muito bem humorado, que conservou o mesmo estado de ânimo nos extremos de abundância e privação que experimentou;
3 – Minha mãe era exímia gastrônoma e humilhava outras cozinheiras quando o assunto era comida de milho: cuscuz na nata, manguzá no leite de coco, canjica cozida no cravo e canela, e principalmente sua inigualável pamonha com superfície cremosa, regada na manteiga.
4 - Um dia, em visita aos meus genitores, na Lagoa do Sobrado, proximidades da ancestral Pedra Branca, estávamos lanchando à mesa. Ao me ver alcançar na bandeja, uma cremosa pamonha, turbinada com manteiga de garrafa, meu pai me alertou: “Bote o seu prato mais perto; não deixe pingar o caldo da pamonha na toalha”. Dei um sorriso maroto e fiz o que pedia. A frase ficou me martelando o juízo. Era lógica e engraçada. Mal sabia que ela teria um desfecho, anos mais tarde.

P.S: Pelas caridade, não esqueça de deixar seu laique, seu comentário, sua proposta para transformar em stand up essa história, etc. Isso é a lenha que movimenta nossa locomotiva a vapor.

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