POST 5 – a
vida no rádio
Pois bem,
como sou filho temporão, abri os olhos para a vida e já vi minhas duas irmãs
mais velhas casadas. Quando eu tinha
oito anos de idade, a terceira das minhas irmãs inventou de namorar e depois
casar com um locutor. O cara respirava rádio o dia todo e tinha sonhos
mirabolantes. Tendo havido uma identificação recíproca, ele passou a me levar para seu programa e a
me dar espaço, tornando-me uma espécie de “louro José”. Interagia o tempo
todo comigo, divertindo o público com minhas opiniões infantis diante de fatos
do mundo adulto. Daí surgiu minha paixão pelo rádio.
Fiquei uma temporada assim, até que
meu pai me proibiu,
dizendo que aquilo era coisa de doido. Fui substituído por um garoto chamado
Orlandinho, que fez grande sucesso à época. Retornei à mídia e aos planos de meu cunhado aos catorze anos, já na
Televisão. Aos quinze anos retornei
ao rádio, agora como produtor de seu programa diário, líder de audiência. Aos dezesseis, além dessa incumbência, ele
me colocou como Redator Chefe de seu Jornal. Só um doido faria isso. Quem foi
esse cara? Na sequência direi de quem estou falando...

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